- Educação

Post para uma jovem mãe

A responsabilidade é a única que pode superar o medo no posto de companhia inseparável de mãe. É dela que virá a certeza de que você fez tudo o que estava a seu alcance para preparar seu filho para a vida

Por Fabíola Brites

Você poder ter 18, 35, 42 anos, tanto faz. Se você está vivendo as inseguranças da maternidade, você é uma jovem mãe. Ah! E essas inseguranças não precisam ter nascido há pouco. Elas podem já estar com 2, 14, 17 anos ou mais. E você ainda estará na juventude da maternidade, se é que você me entende.

A primeira coisa que tenho a dizer é: fique tranquila, tudo vai dar certo! A segunda é tudo vai dar certo se você compreender o tamanho da responsabilidade que está em suas mãos e assumi-la sem hesitar. E a terceira é que este “certo” não é necessariamente o que você entende por certo, afinal, na vida nem tudo está sob nosso controle.

Pronto, o essencial já foi dito. Mas imagino que hoje você está com tempo e poder ir adiante. Pois bem, dizer para uma mãe ficar tranquila parece até piada. Quem já viu um bebê chorando enquanto a mamadeira é preparada sabe que calma é a última coisa a se pensar. Ou então, o que falar para quem espera ouvir o barulho da chave na porta enquanto a filha não chega da balada?

Mas há que se manter calma, segura e confiante mesmo quando o medo parece tomar conta. Aliás, ele será seu companheiro daqui para frente. Chega a ser até uma contradição eu dizer para você sentir-se segura ao mesmo tempo em que afirmo que o medo será sua parceria constante. Eu mesma nem sei como explicar, mas o fato é que toda mãe tem medo. Que o filho fique doente, que caia da cama, que brigue na escola, que seja assaltado.

Por que toda mãe sempre pensa no pior?

E aí está outra grande dúvida da humanidade: por que será que toda mãe sempre pensa no pior? Quanto mais felicidade ela quer para seu filho, mais no pior ela pensa! Ainda assim é preciso manter a calma e sentir-se confiante. Mas confiante em quê? Lembra da tal responsabilidade? É ela que vai dar o norte para seu coração. A responsabilidade é a única que pode superar o medo no posto de companhia inseparável de mãe.

É da responsabilidade exercida ao último nível que virá a certeza de que você fez tudo o que estava a seu alcance e que é chegada a hora de render-se ao, digamos, imponderável. Responsável é toda a grávida que faz questão de ficar longe de fumante para a fumaça não chegar até o filho. É toda aquela que diz não 24 horas por dia, 365 dias por ano, intercalando com alguns sim, muitos beijos e outro tanto de abraços.

Responsável é aquela que revisa a mochila do filho e, ao menor sinal de uma borracha ou canetinha diferente das que comprou junto com a lista de material escolar no começo do ano logo pergunta: de quem é isso? E, antes mesmo que o moleque responda, já diz: vai devolver! Responsável é a que cuida da própria saúde e segurança para que o filho possa contar com ela quando ainda não sabe se virar sozinho.

É a que sai de casa decidida a comprar uma bolsa e volta com uma baby look para a filha mais velha, uma bermuda para o filho do meio e uma regata para o caçula. A bolsa? Ah!, fica para a próxima vez. Responsável é aquela que sabe que o tal “Faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço” não cola. Ela tem certeza de que é pelo exemplo que o filho aprende e que de nada adianta dizer para não abrigar na escola se ela mesma bate boca por qualquer motivo.

Responsável é aquela que age tal camisa 10 de time que está perdendo de 1 x 0 quando chama para si a responsabilidade de bater o pênalti, vai lá e converte. Mas nada de comemorar. Logo depois de marcar, pega a bola no fundo do gol, põe debaixo do braço e corre para o meio de campo. Ainda é preciso virar o jogo. Como o atleta determinado, ela sabe que tem outros companheiros em campo ou, pelo menos, deveria ter.

Avós, pai, tios, dindas, todos têm papel importante no jogo da vida e cada um merece um post para uma jovem vó, para um jovem pai, para uma coruja dinda… À mãe cabe a convicção de fazer o seu melhor, sempre, deixando os demais entregues à própria consciência. Ela fazendo o que lhe cabe cumpre a sublime tarefa que recebeu do universo: amar, educar e preparar para a vida.

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