Bem-vindo a Marly-Gomont
- Cinema, Comportamento

Lições sobre comunicação e relacionamentos em “Bem-vindo a Marly-Gomont”

Ao pesquisar sobre “Bem-vindo a Marly-Gomont”, antes de decidir assisti-lo, todas as críticas que encontrei faziam referência às questões profundas que o filme trata, como preconceito racial e diferenças culturais.

E elas fazem jus. Com uma narrativa leve e bem-humorada, conta a história real de um médico natural do Congo que vai morar em um povoado na França, onde enfrenta desconfiança e discriminação.

Bem-vindo a Marly-Gomont
O filme trata sobre questões profundas, como preconceito e diferenças culturais

Mas o que me chamou atenção são os insights que o filme traz sobre o papel da comunicação e dos relacionamentos na trajetória dos personagens, que têm um final feliz, já adianto.

Os fatos aconteceram em 1975, quando Seyola Zantoko, recém-formado na França, recusou cargo de prestígio em seu país, que enfrentava a ditadura do general Mobutu.

Com o objetivo de conquistar a cidadania francesa, aceitou a proposta de ser médico no vilarejo chamado Marly-Gomont, que nunca teve moradores negros até a chegada da família Zantoko.

As situações pelas quais o médico, sua mulher e o casal de filhos tiveram de passar, e as saídas que encontraram para driblá-las, servem de estímulo para quem enfrenta dificuldades de comunicação e relacionamento com clientes.

Por isso, acho que vale muito assistir.

A produção, que está na Netflix, tem pouco mais de 1 hora e meia, é dirigida pelo cineasta francês Julien Rambaldi, e conta com o roteiro do rapper Kamini, filho do médico congolês.

Aliás, é do pequeno Kamini, logo que a família chega ao vilarejo, uma das perguntas mais intrigantes que até hoje não conseguimos responder. Se você assistir e tiver a resposta, me conta, por favor!

Por Fabíola Brites

Baseado em história real

Matérias Semelhantes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *