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Empresária, jornalista e jogador de futebol se unem em corrente do bem entre Brasil e Portugal

Elas estão no Brasil, uma na zona sul, outra na zona leste de Porto Alegre; ele, em Portugal, onde atua no Boavista, na cidade do Porto. Cada um levando a vida do jeito que dá, em função das restrições impostas no mundo inteiro pela pandemia do novo coronavírus.

(Atualizada em 22/04/2020)

Ação levou cestas básicas para pessoas atingidas pelo isolamento social provocado pelo novo coronavírus. Foto: Reprodução

O bem

Em comum entre os três gaúchos, a empresária, a jornalista e o atleta, a vontade de ajudar quem precisa neste momento. O resultado foi a distribuição de cestas básicas na periferia da capital gaúcha e a produção de máscaras para serem doadas a pessoas do grupo de risco e instituição de caridade.

O jogador

Cassiano Moreira, ex-Internacional e com passagem por outros grandes clubes, dispensa apresentações. O interessante na história é que as amigas Adriana Falcão, a empresária, e Fabíola Brites, a jornalista, só foram perceber que os caminhos dos três se cruzaram nesta ação depois que as cestas, doadas pelo jogador, foram entregues.

De Portugal, o jogador Cassiano Moreira, do Boavista, mandou cestas básicas. Foto: Reprodução

A corrente do bem começou de forma espontânea e gerou ações rápidas, como a doença provocada pelo covid-19 exige. E contou com a ação de parentes e amigos do atleta, que fizeram a entrega dos alimentos a pessoas necessitadas, em parte dos deslocamentos eles utilizaram máscaras criadas a partir da parceria entre as amigas.

Logo que o então ministro da Saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, passou a recomendar o uso de máscaras caseiras pela população, deixando as cirúrgicas para o uso de profissionais, a jornalista começou a pensar em uma forma de dar um destino útil a metros de tecido que tinha em casa. Mas, como, se mal sabe pregar um botão?

Tecidos guardados em casa foram utilizados para produzir máscaras para serem doadas. Foto: Divulgação

Em conversa com a empresária do ramo da moda, que também tinha tecido em casa, além de máquina de costura e habilidade de sobra com linhas e agulhas, decidiram unir os recursos para produzir quantas máscaras conseguissem o mais rápido possível.

A ideia era fazer o que podiam com o que tinham, e rápido, para que as máscaras começassem a chegar logo a quem precisa.

A empresária

Adriana deixou, temporariamente de lado, os compromissos com as duas marcas que gerencia, para, junto com a filha adolescente, Malu, produzir os equipamentos de proteção em casa, inclusive à noite.

Assim que as peças passaram a ficar prontas, logo começaram a ser entregues, primeiro entre os mais próximos, em seguida, atingindo quem está no grupo de risco.

A produção é pequena, ainda está em andamento, cercada de muito cuidado. O lote inicial de tecido que as amigas conseguiram reunir tem cerca de 50 metros, que é cortado em camadas, para produzir máscaras seguras.

Máscaras caseiras são produzidas para doação. Foto: Divulgação

Quando o videomaker Kadu Casales, amigo de Adriana, e primo de Cassiano, saiu com Igor Moreira, Rafao Lucas, Allan Leal e Felipe Balestrin, para distribuir as cestas que o jogador havia enviado, as máscaras começaram a ter uma dupla função: proteção e solidariedade.

A jornalista

E só então as amigas se deram conta de que a vontade de fazer o bem uniu pessoas que não se conheciam, em dois países, de forma ágil. “Às vezes, a gente pensa que o que pode fazer é pouco, mas quando o mínimo que a gente faz é de coração, alguma coisa acontece e outras pessoas que vibram na mesma sintonia aparecem. É quando o pouco pode virar muito”, diz a jornalista.

A corrente

A divulgação da ação fez com que mais pessoas decidissem ajudar, comprovando que fazer o bem é contagiante. Ao saber que poderia contribuir para a doação de máscaras para quem precisa, mesmo sem ter máquina de costura em casa, a  aposentada Nara Helena Souza reservou parte do que recebe para comprar tecidos e doar.

A médica Carmen Both Schenatto, que já havia contribuído com informações sobre a segurança das máscaras, doou cestas básicas, que foram distribuídas no bairro Restinga, na zona sul de Porto Alegre. A entrega foi feita por Miriam Pereira de Almeida, que trabalha com Adriana. Durante a distribuição, Miriam utilizou um das 203 máscaras que foram produzidas na primeira leva. E logo, logo serão produzidas mais, porque a corrente só aumenta.

Doação de cestas básicas

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