- Casa e Decoração

Como sobreviver a uma reforma

Evite acumular pequenos reparos para serem feitos todos de uma vez. Quanto mais adiar, pior! Vira uma bola de neve, e o que poderia ter sido resolvido com um conserto simples, acaba se tornando tarefa complicada.

Por Fabíola Brites

Quem já passou por uma obra ou reforma sabe o trabalho que dá. Quem ainda não passou, imagina. Eu sobrevivi à experiência e gostaria de compartilhar  lições que aprendi. A primeira delas é não acumular pequenos reparos para serem feitos todos de uma vez, seja por falta de tempo, planejando resolver o assunto durante as férias, ou mesmo por questões financeiras. Quanto mais adiar, pior! Vira uma bola de neve, e o que poderia ter sido resolvido com um conserto simples, feito por você, acaba se tornando uma tarefa para gente especializada.

Foi o que aconteceu com o revestimento das paredes da cozinha, de onde as peças vinham se desprendendo. Rebeldes, se jogavam ao chão na madrugada, me pregando cada susto! Certa vez, o barulho delas se soltando me deixou tão alarmada, que imaginei que o armário iria despencar. Tive de pedir ajuda do marido e do filho da minha vizinha para me certificar de que não aconteceria uma catástrofe. Há anos eu guardava peças de reposição que haviam sido deixadas pelo antigo proprietário. Se tivessem sido usadas logo que as primeiras começaram a cair, talvez pudessem ter sido aproveitadas.

Ocorre que eu demorei muito, e a área era bem maior do que o material que eu tinha para repor. E mais: o modelo saiu de linha no mercado. Eu chegava às lojas procurando azulejo, aqueles pequenos, e os vendedores me mostravam cerâmicas enormes. Foi então que descobri que sou meio retrô. O problema é que o modelo que eu queria para consertar minha parede agora só é vendido por encomenda, e bem mais caro. Aí está outra lição que aprendi: para consertar um revestimento, ou você tem guardadas todas as peças de reposição – e para isso precisa de lugar para armazená-las até que sejam necessárias – ou troca todo o revestimento, que até sai mais barato, mas dá muito mais trabalho. Ah! E nem precisa esperar anos para uma peça sair de linha. Você pode voltar à loja no mês seguinte que talvez nem encontre mais o modelo. Elas são vendidas por lote e mesmo um branco básico não é igual a outro. Aprendi isso a duras penas.

Mão de obra

Outra dica que faço questão de compartilhar é sobre mão de obra. Contratar alguém com base em referência e indicação de pessoa conhecida é pouco. É preciso ver alguns trabalhos. Se tiver oportunidade, visite obras feitas pelo profissional. E, claro, dependendo do tamanho e da necessidade da reforma, tem de ser projetada e acompanhada por profissional qualificado para a empreitada. Depois que passei pela experiência, descobri que no site do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul há um banco de dados com profissionais. Pelo “Ache um Arquiteto”, recurso disponível no item “Serviços Online”, é possível encontrar arquitetos e urbanistas em todo o Brasil, com links para suas redes sociais. Contratar operários com formação como a oferecida pelo Senai Construção Civil, que mantém uma escola com cursos na área, também pode ser uma forma de garantir a qualidade do trabalho.

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